Segundo dados do 35º Webshoppers, o número de brasileiros que compram em sites internacionais aumentou 21% em relação a 2015, representando 21,2 milhões de consumidores. O dados foram divulgados pelo Ebit.

Segundo Pedro Guasti, CEO do Ebit, o gasto total em dólares alcançou 2,37 bilhões, uma variação em dólar de 17% e um aumento de 19% em faturamento (em reais). “Por conta do dólar alto, o tíquete médio ficou estável. A expectativa é que continue crescendo com a baixa do dólar e os preços ficarem mais competitivos, porém é preciso ficar de olho nas taxações”, disse. As categorias mais vendidas são: eletrônicos, informática, moda e acessórios, telefonia e celulares e brinquedos e games.

 

O brasileiro está cada dia mais confiante nas compras online e ter um marketplace é alternativa de sucesso neste mercado em expansão. O local de entrega de 84% dos consumidores que fez compras internacionais foi o Brasil e quase 80% receberam os produtos dentro do prazo, que é em média de 36 dias – prazo que o mercado nacional consegue superar. “52% dos consumidores compraram com frete grátis, o que demonstra uma estratégia agressiva dos sites internacionais em relação ao frete”, apontou Guasti. Essa é uma dica para o mercado online nacional.

 

O brasileiro está confiante e está consumindo pela internet, este é um público exigente que busca um melhor custo beneficio na hora de investir seu dinheiro. Segundo estimativa da Ebit, a previsão é de que o setor cresça 12% em 2017, atingindo faturamento de R$ 49,7 bilhões. Enquanto no ano passado as vendas cresceram por aumentos no preço médio das compras, enquanto o volume ficou estagnado, para 2017 a empresa espera alta de 3,5% no volume de pedidos. A estimativa é ainda de um crescimento de 8% no tíquete médio, atingindo o valor médio anual de R$ 452,00.

 

Quando se trata de número de produtos vendidos, a categoria moda domina as compras na internet. Cerca de 15% de tudo o que é vendido online são roupas e acessórios. Eletrodomésticos correspondem a 13% e em seguida aparecem os aparelhos celulares, os cosméticos e produtos de saúde, sendo cada um responsável por 11% das vendas online.

 

Porém, quando medidas as compras online por faturamento, os eletrodomésticos correspondem a um quarto do valor total gasto em compras na internet. Aparelhos celulares são responsáveis por 18% de todo dinheiro desembolsado online. Em seguida aparecem aparelhos eletrônicos (12%) e artigos de informática (12%).

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